S&P500 vs FTSE All-Word: Porque escolhi o indice mundial?

S&P500 vs FTSE All-Word: Porque escolhi o indice mundial?

Muitos me perguntam porque decidi escolher um índice mundial em vez do tão falado S&P 500. E a verdade é que gosto de ambos, e ambos têm tido desempenhos bastante positivos.

O S&P 500 tem-se destacado, muitas vezes superando o FTSE All-World. Historicamente, o S&P 500 tem registado retornos anuais na ordem dos 10 a 11%, enquanto o FTSE All-World apresenta um retorno mais conservador, na casa dos 7 a 8%.

vwce vs spyl

Então porque escolhi o FTSE All-World?

Em resumo, porque invisto a longo prazo.


Disclaimer: Este artigo não é recomendação financeira. Cada pessoa deve fazer o seu próprio estudo antes de investir. Investir é arriscado, invista com responsabilidade.

Eu só me apercebi disto após uma análise mais aprofundada, mas no passado (há uns bons anos atrás) o Japão foi uma grande potência económica com um impacto mundial significativo. Hoje, embora ainda seja relevante, perdeu parte do seu protagonismo.

O mesmo pode acontecer no futuro com o S&P 500. Ninguém sabe ao certo qual será a potência dominante nas próximas décadas. Se os Estados Unidos perderem parte da sua relevância global, não quero ter de alterar a minha estratégia de investimento ou trocar de ETF. Assim, prefiro uma abordagem globalmente diversificada.

E eu sei verdade que o FTSE All-World tem uma exposição de cerca de 60% aos EUA, no entanto, em contraste com o S&P 500, não se limita às maiores empresas americanas. Este índice é gerido para encontrar oportunidades de crescimento em todo o mundo. Hoje, os EUA dominam, mas no futuro essa proporção pode mudar, acompanhando a evolução económica global.

Quando falamos de uma análise mais técnica dos dados, vemos uma menor volatilidade a longo prazo no índice mundial, o que me ajuda a dormir de noite. E daí a não investir com regularidade em ações e ETFs de tecnologia, visto que estes têm uma maior volatilidade, o que significa que apresenta quedas e volarizações com maior regularidade, enquanto este apresenta maior estabilidade.

Os ETFs que escolhi: Porquê o Invesco FTSE All-World?

Para investir no FTSE All-World, escolhi dois ETFs de gestoras reconhecidas: Vanguard, iShares e Invesco acumulativos.

Apesar da Invesco ter uma reputação ligeiramente inferior, em 2025 decidi fazer uma alteração permanente e apenas investir neste ETF da Invesco FTSE All-World. A diferença pode parecer pequena (0,22% vs 0,15%), mas a longo prazo pode impactar significativamente os meus rendimentos. Como invisto com uma perspetiva de várias décadas, reduzir custos é essencial. Podes acompanhar aqui o meu Portefólio de Investimentos.

NomeISINTERDesempenho (1 Anos)Tamanho
Invesco FTSE All-World UCITS ETF AccIE000716YHJ70.15%+11.85%796 m
Vanguard FTSE All-World UCITS ETF AccIE00BK5BQT800.22%+11.69%14,454 m

A minha estratégia não está gravada em pedra. Se no futuro encontrar um ETF mais vantajoso, posso mudar sem problemas. Mas, por agora, continuo a preferir o FTSE All-World ao S&P 500, garantindo uma diversificação maior e preparando-me para eventuais mudanças no panorama económico global.

Onde invisto em ETFs?

Eu utilizo a XTB para investir, já que me permite investir sem comissões até 100.000 € por mês, e após disso é aplicada uma comissão de 0.02%. Se quiseres saber mais, podes ler o nosso guia com a análise à XTB.

xtb investir no ftse all world da invesco

2 respostas a “S&P500 vs FTSE All-Word: Porque escolhi o indice mundial?”

  1. Avatar de Tiago
    Tiago

    Bom dia, quero investir a longo prazo, vale a pena adquirir 2 etf de acc e dist. e ir reforçando por exemplo 100€ mês ou ter só um etf e reforçar com mais valor mensalmente?

    1. Avatar de Diogo

      Olá! Não dou recomendações financeiras, mas partilho o que faço: invisto só em ETFs de acumulação (ACC), porque os 28% de imposto sobre dividendos acabam por reduzir bastante os ganhos. DIST só fará sentido se surgir uma conta na UE sem impostos, como se tem falado.

      Até lá, prefiro reforçar um único ETF mensalmente — é mais simples, dá menos trabalho no IRS e os dividendos ficam automaticamente reinvestidos.

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