Portefólio

Ao longo dos últimos anos fui ajustando o meu portefólio consoante a experiência que fui ganhando, a minha tolerância ao risco e os objetivos financeiros que defini para mim próprio.

Se em 2024 partilhava valores mais detalhados, em 2025 e 2026 optei por uma abordagem diferente, mais focada na estratégia e menos nos montantes concretos, por questões de privacidade.

Se em 2024 partilhava valores mais detalhados, em 2025 e 2026 optei por uma abordagem diferente, mais focada na estratégia e menos nos montantes concretos, por questões de privacidade.

O portefólio diversificado abrange certificados de aforro, depósitos a prazo, investimentos Peer-to-Peer (P2P), Ações e ETFs, REITs, e criptomoedas. A jornada financeira destaca-se pela busca de equilíbrio entre a segurança dos investimentos tradicionais e o potencial de rendimento das opções mais inovadoras.

Os certificados de aforro mantêm uma presença estável, enquanto os depósitos a prazo revelam crescimento consistente. Os investimentos P2P, embora apresentem variações, contribuem para a diversificação.


Disclaimer: Este artigo não é recomendação financeira. Cada pessoa deve fazer o seu próprio estudo antes de investir. Investir é arriscado, invista com responsabilidade.

Onde tenho o meu dinheiro investido em 2026?

Em maio de 2026, o meu capital encontrava-se dividido da seguinte forma:

Tipo de Investimento: % do Portefólio: Plataformas:
P2P 24% ViaInvest / Debitum / Afranga / InSoilEsketit
ETFs 24% XTB / Trade Republic
Depósitos a Prazo 46% Trade Republic / Bankinter
PPR 4% SGF
Crypto 1% Binance
Ações / REITs 1% XTB

Objetivos para 2026:

Os objetivos e metas acabam por ser o que são, apenas especulativos, e podem acabar por não representar a realidade. Ainda assim, pretendo chegar ao final com as seguintes percentagens:

Tipo de Investimento: Objetivo em %:
ETFs 30%
Fundo de Emergência 35%
P2P 25%
PPR 5%
Crypto 5%
Ações/REITs 0%

Estratégia de Investimento:

Atualmente dou prioridade à segurança e liquidez, o que explica a forte presença dos depósitos a prazo e do fundo de emergência.

Ao mesmo tempo, tenho-me vindo a ambientar a investimentos com maior risco ao longo do tempo, de modo a ficar também exposto a investimentos com potencial de retornos superiores no longo prazo, e continuo a reforçar ETFs para crescimento a longo prazo e mantenho exposição limitada a ativos mais voláteis como crypto e ações individuais.

O que mudou nos últimos anos?

2021:

Em 2021 comecei a investir na bolsa de valores, principalmente em ações que desconhecia com day trading. O resultado foi simples, acabei por perder dinheiro.

Além disso ainda investi em cambio de moedas, onde acabei por fazer algum lucro, mas como sempre investi pequenos valores, nunca fiz grandes valores. Descobri ainda que a minha ansiedade não suporta este tipo de investimentos.

2022:

Como no global perdi dinheiro a investir em instrumentos financeiros que não conhecia, em 2022, acabei por abandonar investimentos de maior risco, e comecei a construir uma estratégia de investimento.

A subida das taxas de juros fez-me procurar opções de investimento de baixo risco, e acabei por começar com os Certificados de Aforro, Série E, que me traziam retornos a começar nos 3.5%, que na altura eram excelentes valores, quando comparado com a maioria dos Depósitos a Prazo.

2023:

Em 2023, decidi começar uma estratégia mais arriscada, e comecei a investir em plataformas P2P. Iniciei na ViaInvest, onde ainda hoje invisto e de onde tiro a maior parte dos ganhos em P2P. Além disso, também comecei a investir na Esketit, onde continuo com uma posição pequena até hoje, devido a não ser uma plataforma regulada.

2024:

Em 2024 abri conta em diversas corretoras para aproveitar dos juros sobre capital não investido, e ainda iniciei um novo tipo de investimentos, os ETFs.

Comecei a investir no S&P500, através do VUAA, mas pouco depois cheguei à conclusão que gostaria de ter uma exposição mais global, e comecei a comprar o VWCE, que investe nas maiores empresas do mundo, de países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Neste momento encontrava-me com cerca de 70% do portefólio em depósitos a prazo, ou em investimentos de baixo risco.

2025:

Com confiança na estratégia montada, em 2025 decidi apenas adicionar 1% do meu portefólio a Cripto, e aumentar a minha posição em investimentos com os quais me sentia confortável, P2P e ETFs (VWCE), ao mesmo tempo que reduzia a percentagem do valor do meu portefólio que estava em depósitos a prazo.

Assim, mais que dupliquei o meu investimento em ETFs e P2P, e comecei a experimentar novos investimentos:

  • Em P2P, comecei a testar novas plataformas, como a InSoil, Afranga, Debitum, Scramble, e ainda a Maclear.
  • Em ETFs, mantive-me apenas a investir no FTSE All-World, mas troquei da opção da Vanguard, para a opção da Invesco, que conta com um TER (custo de gestão inferior). Apesar do TER mais baixo, continuo a considerar ambas opções bastante semelhantes para investimento passivo no longo prazo.

Mesmo antes do ano acabar, e para usufruir dos benefícios fiscais, aloquei 2 000€ ao PPR SGF ETF de modo a conseguir abater os 400€ no IRS.

Acabei assim 2025 com 50% do portefólio em depósitos a prazo, tendo reduzido a minha exposição como pretendia.

2026:

Este ano pretendo continuar a aumentar a minha exposição no ETF global, reduzir a minha exposição a Depósitos a Prazo, manter a minha exposição a P2P, e aumentar ligeiramente a minha exposição a Cripto.

O que aprendi ao longo dos anos?

  • Nunca investir dinheiro necessário no curto prazo;
  • Perceber o tipo de investidor que somos (o nível de risco que queremos);
  • Criar uma estratégia de investimento;
  • Investir apenas em produtos que compreendo;
  • Manter um fundo de emergência.

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A diversificação cuidadosa, evidenciada pelos certificados de aforro, depósitos a prazo, P2P, ações e criptomoedas, reforça a resiliência do portefólio.

Continuo a ajustar o meu portefólio ao longo do tempo, procurando um equilíbrio entre crescimento, estabilidade e tranquilidade financeira, sem assumir riscos que não me deixem confortável.